quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Exame de sangue que detecta síndrome de Down chega ao País.

     Laboratórios brasileiros começam a oferecer um exame de sangue para gestantes que detecta problemas cromossômicos no feto a partir da nona semana de gravidez. 
O teste é colhido no consultório como um exame de sangue comum e vai para os EUA, onde é feita a análise do material genético do feto que fica circulando no sangue da mãe durante a gestação.

    A versão mais completa é eficaz para detectar as síndromes de Down, Edwards, Patau, Turner, Klinefelter e triplo X e custa R$ 3.500 no IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia), em São Paulo. 
Nos próximos meses, o laboratório do hospital Albert Einstein e o Fleury também vão comercializar exames similares, que já estão disponíveis no mercado americano há pouco mais de um ano.


   Hoje, o diagnóstico dessas síndromes congênitas é feito por meio do ultrassom e do exame do líquido amniótico ou da biópsia do vilo corial, em que é retirada uma amostra da placenta. 
Esses testes são invasivos e trazem um risco de até 1% de abortamento. 

Além de não aumentar o risco de complicações na gravidez, o novo teste pode ser feito antes dos tradicionais, indicados, em geral, a partir do início do quarto mês de gestação. O resultado fica pronto em cerca de 15 dias. Segundo o ginecologista Arnaldo Cambiaghi, diretor do IPGO, nenhuma amostra de sangue foi enviada para análise ainda.

   O obstetra Eduardo Cordioli, coordenador-médico da maternidade do hospital Albert Einstein, lembra que, se o resultado do teste de sangue for positivo, o diagnóstico deve ser confirmado por meio da biópsia do vilo corial.
"O novo teste vai reduzir o número de biópsias feitas de forma desnecessária. Mas é preciso confirmar os resultados positivos."


ABORTOS

    O problema é o que fazer diante de um resultado positivo. O aumento no número de abortos foi uma preocupação de grupos da sociedade civil na Europa e nos EUA após a aprovação desse tipo de teste nesses mercados.
   No Brasil, o aborto é proibido a não ser em caso de anencefalia, violência sexual ou risco de morte para a gestante, mas estima-se que mais de 1 milhão de mulheres o pratiquem por ano.
"Por um lado, o exame vai tranquilizar a grande maioria que não vai ter problemas. Por outro, permite que os pais se preparem caso vão receber uma criança com alguma anomalia cromossômica", afirma Cambiaghi.

   Entre as síndromes detectadas pelo exame, a de Edwards e a de Patau são praticamente incompatíveis com a vida, de acordo com Artur Dzik, diretor científico da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

Para ele, a entrada do teste no país não deve aumentar o número de abortos porque o acesso ao exame de preço alto será restrito e porque as mulheres que vão procurá-lo já teriam indicação para realizar os testes tradicionais. "Isso vai fazer parte do pré-natal de alto risco, para mulheres com mais de 38 anos."
    No caso das síndromes de Patau e Edwards, afirma Cordioli, do Einstein, é possível pedir uma autorização judicial para realizar o aborto. "Mas cada caso é analisado separadamente."
Para síndrome de Down, anormalidade cromossômica mais comum, esse tipo de autorização não pode ser pedida, porque o problema não é incompatível com a vida. 
Volnei Garrafa, professor titular de bioética da UnB (Universidade de Brasília), diz que a oferta de um teste como esse e as questões morais ligadas a ele deveriam passar por uma discussão ampla, em um conselho de bioética e no Congresso.



   "Para interromper a gravidez, os pais teriam de pedir liminares. Como o Legislativo não faz as leis, o Judiciário acaba fazendo, o que é uma distorção da democracia."

DÉBORA MISMETTI
EDITORA INTERINA DE "CIÊNCIA+SAÚDE"

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Cientistas criam neurônios a partir da urina

Neurônios funcionaram corretamente e sem desenvolver tumores quando inseridos em ratos.
                     

     A urina já foi empregada em pesquisas como forma de gerar água potável ou mesmo energia. Além disso, em algumas culturas ela ainda é utilizada como um dos principais ingredientes de pratos bastante exóticos. Mas, se depender de alguns pesquisadores do Instituto de Biomedicina e Saúde Guangzhou, na China, esse líquido expelido pelo corpo humano pode ter um uso surpreendente para a ciência: criar células cerebrais.
   De acordo com um estudo publicado este mês na revista Nature Methods, cientistas chineses conseguiram pegar células epiteliais da urina e transformá-las em células-tronco pluripotentes — que podem ser induzidas a se tornar qualquer tipo de tecido humano.
 Não bastasse a descoberta ser um tanto “inusitada”, os pesquisadores ainda afirmam que todo o processo levou apenas 12 dias — metade do tempo que normalmente é necessário para a criação de células-tronco a partir de biópsias de tecidos ou amostras de sangue.
 Trata-se de um grande passo para a medicina regenerativa, especialmente pelos cientistas ainda alegarem que foram capazes de cultivar e criar neurônios estáveis em pleno funcionamento dentro de quatro semanas. Para testá-los, os pesquisadores ainda colocaram os neurônios em cérebros de ratos. Por fim, as novas células se comportaram da maneira que os cientistas esperavam e não ocasionaram tumores.

Fonte: http://www.tecmundo.com.br/ciencia/33872-cientistas-criam-neuronios-a-partir-da-urina.htm#ixzz2F1q7mieg

terça-feira, 20 de novembro de 2012

 INCRÍVEL FOTO DO OLHO HUMANO!! 

Em detalhes, a íris! Estrutura muscular dotada de pigmentos, que controla a abertura e fechamento da pupila.   

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

REPORTAGEM SOBRE SELEÇÃO GENÉTICA EM EMBRIÕES.
O objetivo é evitar transmissão de doenças hereditárias. No Brasil, seleção genética segue normas rígidas determinadas pelo Conselho Federal de Medicina.


PROVA DIA 26/10 - TERCEIRÃO - SANTA CRUZ


terça-feira, 16 de outubro de 2012